quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eterno Retorno

         Um dos maiores mistérios da história humana é o tempo. O que é o tempo? - essa, com certeza, não é uma pergunta simples. Uma pergunta muito mais fácil, que todos podemos responder, é: como nós pensamos o tempo? Devido, principalmente, as crenças religiosas quase sempre o pensamos através de concepções vulgares: o tempo tem princípio e fim, pois surgiu quando Deus criou todas as coisas e acabará no Apocalipse. Uma linha reta – assim “enxergamos” o tempo.
        Mas e se Deus não existir? E se, por tanto, o tempo não tiver começo e fim? E se o tempo não for uma linha reta, mas um círculo e, como tal, retornar sempre para o mesmo ponto?


Ourobos, o símbolo da eternidade.


        O Eterno Retorno foi um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche (filósofo alemão do século XVIII, autor de Assim Falou Zaratustra, Crepúsculo dos Ídolos e O Anticristo). Nietzsche nunca afirmou cosmologicamente o Eterno Retorno, mas o usou apenas como hipótese para realizar uma reflexão moral. É no Eterno Retorno, segundo o próprio Nietzsche, que está a sua questão trágica por excelência: o tempo em forma cíclica, cada dor, suspiro, alegria, ação, absolutamente tudo, por menor que seja e na mesma sequência, eternamente retornando sobre nossas vidas.
        Nas palavras do próprio Nietzsche: "E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderias: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"



Caricatura de Nietzsche.


        Ainda que o Eterno Retorno não seja o conceito mais provável sobre o tempo, ele é, com certeza, o mais fascinante.

        ASSISTA AOS VÍDEOS ABAIXO PARA SABER MAIS:







domingo, 19 de junho de 2011

Teste de QI criado por Albert Einstein

        Cansado daqueles testes patéticos que indicam um QI (quociente de inteligência) de 120 até para a Paris Hilton?! Então faça o teste de QI que Albert Einstein criou no século passado e afirmou que 98% da população mundial não é capaz de resolvê-lo. Eu consegui, clique aqui e "rache a cuca" você também.


James Joyce em todo o seu estilo

        Minha doce Norazinha putazinha. Fiz o que me pediste pequena sacana, e me esporrei duas vezes enquanto lia tua carta. Estou feliz de ver que gostas de ser fodida no cu. Sim, lembro-me agora daquela noite em que tanto tempo te fodi por trás. Foi a foda mais suja que jamais te dei, meu bem. Mantive a pica metida em ti horas a fio, entrando e saindo de teu traseiro virado para cima. Sentia tuas nádegas gordas e suadas debaixo de meu ventre e via teu rosto em fogacho e teus olhos aloucados. Cada vez que eu metia, tua língua despudorada se punha de fora de teus lábios e, se uma foda era maior e mais violenta que as outras, saíam peidos gordos e úmidos espocando por tuas ancas. Naquela noite, bem, tua bunda estava cheia de peidos, e com a foda eu os fiz sair, grandes e gordos, prolongados e cheios de vento, estalinhos rápidos e alegres e uma porção de peidinhos pequeninos e travessos que terminavam num jorro demorado por teu buraco. É maravilhoso foder uma mulher peidorreira quando cada metida faz sair um. Penso que eu reconheceria um peido de Nora em qualquer lugar. Penso que poderia distinguir o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem de menina, não como o peido molhado e cheio de vento que imagino ser o das esposas gordas. É inesperado e seco e indecente como o que uma menina atrevida soltaria de pândega num dormitório de colégios à noite. Espero que Nora nunca pare de soltar peidos na minha cara para que eu fique conhecendo também o cheiro deles.


Trecho do livro Cartas a Nora Barnacle 



sábado, 18 de junho de 2011

Cachaça na cesta básica?

        Deputados federais apóiam projeto de lei sem ao menos saber do que se trata! O fictício projeto de lei propõe a incorporação de um litro de cachaça à cesta básica dos brasileiros.

       
 


        Para quem não sabe um deputado federal ganha o valor líquido de R$ 11.971.20, além de benefícios como R$ 3.000 por mês de auxílio-moradia e R$15.000 mensais de “verba indenizatória”, que inclui o ressarcimento de gastos tão variados como os de combustível e TV a cabo (por isso mesmo, estão sendo contestados pela Justiça). Além do 13º, eles recebem uma espécie de 14º e 15º como “ajuda de custo”. Enquanto os ilustres deputados do nosso Brasil recebem auxílio-terno o trabalhador comum fica com o vale-transporte.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O HOMEM QUE ENSINOU O CU A FALAR


        Já te contei a história do homem que ensinou o cu a falar? O abdômen dele mexia-se para cima e para baixo e ele peidava as palavras. Eu nunca tinha ouvido nada parecido. A voz do rabo dele tinha uma espécie de tonalidade rouca, era um som borbulhante, denso, estagnado, um som que se podia cheirar!
        Este homem trabalhava num circo e no início aquilo era como um espetáculo de ventriloquismo, porém muito mais divertido. Com o passar do tempo o cu começou a falar sozinho. O homem às vezes aparecia no palco sem nada preparado e o cu fazia todo o espetáculo! Depois o cu desenvolveu uma espécie de dentes ásperos, pareciam ganchos virados para dentro, e começou a comer. No início o homem achou-lhe engraçado e passou a adicionar tal habilidade ao seu número, mas ocasionalmente o cu comia-lhe as calças e começava a falar na rua, gritando que queria igualdade de direitos. E também se embebedava e tinha acessos de choro porque ninguém gostava dele e ele queria ser beijado como as outras bocas. No fim, falava o todo o tempo, noite e dia, e ouvia-se, a quarteirões de distância, o homem gritando com ele para que se calasse. Espancava-o com os punhos e enfiava-lhe velas para dentro, mas nada adiantava e, um dia, o cu disse-lhe: "No fim que vai se calar é você, não eu, porque já não precisamos de ti. Eu posso falar e comer e cagar."
        Depois disso o homem começou a acordar com uma substância gelatinosa e transparente, como a cauda de um girino, sobre a boca. Ele arrancava aquilo, mas os pedaços colavam-se às mãos, ardiam como gasolina e depois alastravam-se. Então finalmente a boca dele selou-se por completo e a cabeça teria caído espontaneamente, exceto pelos olhos, percebe? Era a única coisa que o cu não conseguia fazer, era ver. Precisava dos olhos.
        As ligações nervosas estavam bloqueadas e infiltradas e atrofiadas, de forma que o cérebro já não conseguia dar ordens. Estava preso dentro de seu crânio. Selado. Durante um certo tempo foi possível ver o sofrimento silencioso e impotente do cérebro por trás dos olhos. Depois finalmente o cérebro deve ter morrido, porque os olhos apagaram-se e havia tanta emoção neles como nos olhos de um caranguejo após ser pescado...


Retirado do filme Mistérios e Paixões (inspirado no livro O Almoço Nu e dirigido por David Cronenberg)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Humor Filosófico

 Clique nas imagens para ampliá-las.



Escrito pelo filósofo Platão, O Mito da Caverna encontra-se em seu livro A República. É uma exemplificação de como podemos, através da luz da verdade, nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona. Clique aqui para saber mais.




   Consumismo, modismo e alienação.







A grande obra de Karl Marx é O Capital, na qual Marx faz uma extensa análise da sociedade capitalista. Clique aqui para saber mais.




Ética é uma plavra de origem grega e que significa, em resumo, "aquilo que pertence ao caráter".




Nietzsche foi o filósofo autor da frase "Deus está morto". Clique aqui para saber mais.

Religião - líquida ou em comprimidos?

        Placebo - é como se denomina um fármaco ou procedimento inerte que apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está sendo tratado.




A religião é um placebo?